28 de nov de 2011

A bruxa má - o início



Era uma vez, em um reino não tão distante, uma jovem, digo, uma linda jovem. Seu único problema era que tinha as idéias carcomidas. Não entendia muito bem o valor de uma amizade, além de ter um senso crítico não crítico e sim tendencioso. Esta tendência era sempre de acordo com o seu ego. Seus valores-próprios, meio marginalizados pela sociedade comum ou talvez exaltados. Nesse trecho as coisas são meio confusas, pois dependem do ponto de vista de cada um que ler esse aviso. A ideia central é ser: ser melhor, ser mais bonita, ser sempre certa. Não importa como. Mentindo, enganando, desviando e abusando de diversos verbos no gerúndio. 

Como essas táticas quase nunca funcionam, tentar sorrir docemente e começar tudo de novo com a nova vítima. Vítimas são os amigos que alimentam seu ego, que é o seu cerne carcomido, de onde surgem todas as idéias tortas. A bruxa má tem que alimentar essa fonte de poder maligno. Empatia, chantagem, qualquer coisa  que a coloque em vantagem. Com o passar dos anos ela perde certos encantos mas esse cerne-ego fica maior e mais forte e é quando ela começa a comer criancinhas. 

Então, você, jovem ambiciosa leitora, repense seus critérios para atingir o sucesso.
Antes que vire mais uma bruxa má. 

Desabafo.

Sempre perguntam porque eu estou solteira. "É falta de homem? Hummm, acho que a senhorita anda escolhendo demais!! Vai ficar pra titia! Quando achar um, se agarre com todas as forças nele para não morrer sozinha!". Sério, realmente dizem essas coisas. Estar solteira é necessariamente ruim por quê? Nestas horas aparecem os clichês nos textos: um cara solteiro, estudado, bem de vida é um partidão; uma mulher solteira, estudada, bem de vida é uma solteirona enjoada. Por mais que eu deteste clichês é meio impossível viver sem eles. 

Sinceramente, apesar de que, como toda "moça" quero um grande amor (notem mais um uso de clichê), quando penso em alguns momentos da vida, sinto um grande alívio por estar solteira. Algumas das vezes que saí escutei cada absurdo... não exatamente grosserias, mas absurdos mesmo. Esta em um bar com uma amiga. Ela é formada em letras e trabalha com linguística. Um cara, razoavelmente bonito, puxou assunto conosco. Perguntou com o que trabalhávamos, minha amiga respondeu: linguística. Prontamente ele perguntou: Nossa, que legal! Qual ramo da medicina é esse? É novo??  Para nosso destemor, não era uma piada. Ele realmente pensou que era um ramo da medicina. Tá, provavelmente não ficaram convencidos.  Afinal, podia ser alguém bom. 

Continuemos com as peripécias. Em um forró escuto: Gata, você é linda demais. Vamos sair daqui, eu tenho um jato e vou te levar para o hotel na beira da praia em Ipanema. Piriguetes diriam: perdeste um partidaço. Um grande cara. O que eu pensei: É doido! Vou sair de perto enquanto dá tempo. 

Outro diálogo com um don juan: Oi. Gata eu sou paulista. Dou um sorriso amarelo e respondo: Legal. Ele insiste: Gata, você não tá entendendo. Eu disse que sou paulista. Eu dou as costas e saio andando. Existe algum significado para palavra paulista que eu não sei? (Paulistas que me lerem... sinto muito). 

Quase namorei um cara, lindo lindo... mas com alguma psicopatia grave. Ligou me dizendo que não iria me ver porque tinha capotado o carro numa cidade aqui perto e estava internado. Eu como boa namorada fui visitar. Apenas existia a cidade, que fica 50km da minha casa. Nada do hospital. nada de acidentes. Posteriormente descobri que a única coisa que ele não mentiu foi o nome dele. 

Comecei a sair com um depressivo. Ele nunca tinha culpa de nada. O mundo era muito mau com ele. Negava todas as oportunidades que ele merecia ter. Terminei assim que percebi isso.

Homens, sinceramente prefiro acreditar que a culpa é de vocês. 

Valei-me São Jorge!!! Defendei-me dos dragões. 
Impossível meu dedo ser tão podre assim.

25 de nov de 2011

Geni Pós-Moderna


Ela é imprestável, burra, incompetente. Não vamos bater porque é crime agredir alguém. Não vamos cuspir por ser anti-ético. Ainda não sabemos o que fazer com a estúpida Geni.  Ser polido e educado, convencional e sociável é o certo a ser feito. Pois somos um poço de bondade, toleramos sua incapacidade, maldita Geni!

Nada serve, nada adianta, certos males são incuráveis. Entretanto incompetência e ignorância são tratáveis, maldita Geni!

Quando cruza nossos caminhos, acontecem diversos erros e descaminhos, maldita Geni!

Felizes estamos porque vais embora, pena que não é agora, maldita Geni!



23 de nov de 2011


DESGRAÇADA! Era a melhor maneira de descrever-la diziam alguns, outros preferiam adjetivos mais vulgares filha-da-puta. Na verdade puta é essa vida, ou talvez seja injustiça. Maré de azar?? Tenho sérias dúvidas. Estava vazia... cretina, sem emoções. Peito quebrado e guardado dentro de uma caixa de metal resistente. Colete a prova de maledicência existe? Vou inventar um e ficar rica, porque fofoqueiros existem em toda parte. Adoraria dizer que é inveja pura, mas não gosto da soberba. Na verdade é apenas um viciante hobby: diminuir pessoas para sentir-se maior. Malditos humanos! Estou cansada dos seus movimentos!

14 de nov de 2011


Acham que sou vazia, que não vejo, que não sinto e, muito menos, que percebo. Saibam que sinto, que vejo... Um dia eu vou gritar tão alto que o vermelho do meu sangue vai estourar nos teus ouvidos e azedar em tuas línguas. 

Eu sei, sei mais do que esperam e acabo sendo mais do que pensam. Na mediocridade desses dias que correm, como se fossem protocolados, contagem regressiva para meu fim. Para minha liberdade, isso sim. Pois ao passo que não me enxergam, eu tudo vejo, eu sinto e guardo. Trabalho. Por mais que pensem que seja por inércia, estou chegando ao final. 

Sim, eu estou chegando. 

13 de nov de 2011

Brega, romântica e talvez estagnada


Te escrever agora, nesta altura do campeonato, vai contra todo bom senso existente no mundo. Virtude essa que não tenho exercitado muito ultimamente. Simplesmente detesto o fato de sentir saudades quando não deveria. Todas as minhas habilidades românticas estão emperradas e tenho quase certeza que isso é culpa sua. Sei que se pedisse para ficar mais você não ficaria, por isso que nunca pedi. Não iria adiantar de nada, mas estupidamente, me culpo por nao ter pedido, implorado. Então me apego firmemente a idéia que é amor demais para deixar ir, é amor demais para deixar livre, mas você nunca voltou... o que pensar? Que não era você meu princípe de conto de fadas? Imensas mágoas me invadiram, você me esqueceu muito rapidamente, como rascunho ruim que eu jogo fora porque nem tenho idéia de como o melhorar.

Isso tudo aqui não passa de devaneios entre momentos de trabalho, entre folhas de contas para pagar, entre o inferno cotidiano. Simplesmente porque não mais amei. Não sei como é meu amor por você ainda. As vezes acho que amo demais, que não te superei ainda. As vezes acho que amo apenas o que eu vivi contigo e disto morro de saudades. Se o meu peito fosse uma vasilha com água parada, seria um foco de dengue. Como pode notar, minhas metáforas evoluiram profundamente.

Meteoros da paixão acertam pessoas aleatoriamente e a todo momento... menos a mim. 
Que eu queime a minha língua e que hoje apenas seja um dia ruim.

4 de nov de 2011

A volta...

... em talvez nem tão grande estilo. 


Desajeitada para expressar
tudo o que desejava falar.
Acabava sempre calada
com a alma dobrada.

Ansiosa por um novo ar.
Acordada e a sonhar.
Mas novamente calada
e com a alma dobrada.