31 de dez de 2011

Filosofando

Eu não entendo certas coisas que humanos são habituados a fazer. Também não entendo quando eu, humana, também as faço. Por que tanto esforço em ser amável com estranhos e baixamos a guarda com os mais próximos e que, supostamente, mais amamos??  Qual a razão de ser dessa arrogância que permite-nos acreditar que quem nos ama, nos suporta indefinidamente? Quem nos ama, está ciente dos defeitos, não precisam de exibições intensas e repetidas dos mesmos e sofrem com grosserias. 

30 de dez de 2011

Memórias



Morri quando descobri que tinha um novo amor e morri de novo quando soube que estava a sofrer por causa deste amor. Queria te guardar de todos os males e de todas as dores do mundo, mas o pedaço seu que existe em mim não te protege de nada. Essa parte sua que mora em mim está tão enraizada quanto cicatrizes antigas. Amor não acaba. Nem mesmo com alzheimer.

29 de dez de 2011

Futuro

É muita ansiedade pelo novo, pelo o que virá, que tanto faz acelerar o coração dentro do peito. Taquicardia. O sangue correndo mais rápido, o corpo todo melhor oxigenado.  Por sempre lidar com ameaças constantes: "O que é seu está guardado"; "Vai chegar o seu dia"; "O bicho do amor ainda vai lhe picar"; acabou por aprender a viver meio que assustada. Pois como será o dia em que tudo isso acontecer???

25 de dez de 2011


Acho apavorante a ideia de que só se tem um grande amor uma vez na vida. 
Isso deixa um certo vazio e uma falta de perspectivas. 

Relembrar é viver?

Às vezes odeio Natal, Ano Novo e essas comemorações.
Pensar sobre a vida me lembra dos meus hábito auto-sado-masoquistas.

Certas coisas são impagáveis.
Nem todo sabão e vanish do mundo conseguem apagar.

24 de dez de 2011


Seu cheiro eu levo feito mancha na roupa,
que eu não lavo não. 

(A banda mais bonita da cidade)

22 de dez de 2011

Constatação


A alguns dias atrás, tive uma epifania. Hoje ela é realidade mais do que nunca: a tal "lady" Murphy é uma puta!

19 de dez de 2011

Recado


Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada

Canção para não voltar
A Banda mais bonita da cidade.

16 de dez de 2011

Casa



Vem morar em mim?
Vem fazer-me:
base a base
viga a viga...
até a lage;

Quero em mim 
muitas janelas
para que 
nunca te falte ar
nunca te falte sol.

Caso deseje sair
favor deixar a porta
aberta.

14 de dez de 2011

Mudanças

Mudei o nome do blog e as formatações simplesmente por estar cansada da antiga.

Espero que gostem.

13 de dez de 2011

Anúncio

Vaga para muso inspirador.
Favor mandar currículo.




Em uma sequência de atos
a interpretação dos fatos:
não foi aqui que aconteceu
o erro é definitivamente seu.

12 de dez de 2011

Platonismo


Eu te desejo tanto e você nem sabe, da metade.... não sabe o tamanho da ânsia que queima dentro da minha barriga, do amor que teima dentro do peito e os versos que se repetem na minha mente feito disco quebrado. Dói demais a falta de coragem, mas o sadismo deste sentimento me fez masoquista. Enquanto ele é meu, apenas meu, não tem como você rejeitar.

Liberdade





Pesados portões de ferro se abriram. Os rangidos ecoaram, e deram vez para o barulho de um motor de carro, que passou pelos portões. Dentro do carro estava um rapaz ao volante. Um triste rapaz. O sarcasmo com que a vida tinha o tratado o deixava infeliz, certas coisas tinham que mudar, felicidade não poderia se esconder dele para sempre, essa vadia não poderia brincar de pique - esconde com ele ao longo da vida. 

Dobrou algumas esquinas, rumo ao centro da cidade, tinha um compromisso, festa. Balada, música, álcool, entorpecentes. Drogas lícitas ou ilícitas que amortizavam o peso do viver. A definição de liberdade é a possibilidade de escolher. Que escolhas que realmente ele tinha? Morrer encerra as opções de escolha ao abrir caminho para o descanso eterno. Ainda existia muita energia a ser gasta, muito chão para se percorrer, mas a pergunta era: para onde?

Entre copos de vodka colorida e sorrisos não exatamente sinceros, reflexões profundas eram feitas. Decisões eram tomadas. Flertes baratos atrapalhavam a linha de raciocínio, mas não havia porque ser descortês e se destacar naquele momento com respostas irônicas e rudes. Apenas iria embora. Apenas abandonaria aquela vida. Teria uma vida nova. Completamente nova. Papel-moeda que tinha de montes nos bolsos finalmente seriam úteis. De um eremita no ambiente social passaria a ser um ser social em um ambiente ermo. Porque pessoas demais atrapalham...

11 de dez de 2011

9 de dez de 2011

Diálogos

- Oi. Queria te pedir meu cinto de volta. 
- Ah, procurei e procurei nas minhas coisas e me lembrei, eu já te devolvi. Deixei na tua mesa. Você deve ter esquecido na casa de qualquer um com quem você dormiu. 

O que eu queria fazer:



O que eu fiz:




Moral: não empreste cintos para não ser chamada de piranha.

Menina-Carolina-que-não-morre, apenas se esconde. Permanece segura dos olhos estranhos e desconhecidos. Aparece para poucos, para raros. Joia escondida. A proteção é de ferro, um sistema ultramoderno. Menina-Carolina, saudades sempre, desde já. 

7 de dez de 2011

Dúvida


Que adjetivo utilizar para uma pessoa que te acusa de roubar vasilhas de cozinha, some seu cinto e te chama de piranha (seu cinto deve estar na casa do seu ex ou com qualquer um com quem vc dormiu) e rouba todo o papel higiênico da república?? 



4 de dez de 2011


Outro ciclo da minha vida está se completando.
 Dá um certo medo e um certo alívio, fico terrivelmente ambígua.  

Mas lá vai a minha resposta:
Pode vir quente, que eu estou fervendo!