Tenho um certo gosto em provocar, mas nem sempre eu provoco! Gosto de provocar, porque isso acende uma conversa, ilumina um grupo e faz dele algo como uma platéia, e sem o palco fica tudo menos formal e eu fico mais solta.
Gosto de provocar. Gosto de quando a conversa vira uma disputa, e o objtevo claramente é ganhar, mas a disputa é muito mais interessante do que a vitória, quanto maior e mais longa, mais deliciosa. É gostoso dar trabalho, não ser passiva. Ah, mas não se engane, não sou exatamente passional, e muitos me apontam como fria.
Gosto de livros, gosto de letras, gosto de cores, pois assim meu mundo tem dimensões extras e lugares que são só meus. Minhas Pasárgadas, meus refúgios. Consequentemente minha percepção de realidade fica alterada, fica algo mais meu, mais próprio, mais apropriado. Sem esse doce viés, eu não seria quem sou.
Gosto de música, aprendi a gostar de blues. Ensinaram-me que ouvir blues é como fazer sexo com os ouvidos. Gosto de rock por ser o rock. Gosto de samba, porque quem não gosta de samba bom sujeito não é. E ainda por cima gosto de sertanejo porque eu sei ser brega como poucos.
Gosto do doce, do salgado, do amargo. De formas e intensidades variadas cujo o melhor termometro é o meu humor. Ah, o amor também afeta o meu paladar.
É! Eu gosto e como eu gosto.
