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8 de out. de 2012

Ditos e não ditos





Eu definitivamente não entendo como funciona esse processo de sedução, envolvimento e coisas. Como eu vou dar a entender a um cara que eu estou interessada nele? Ele não faz parte do meu círculo social real, eu não topo com ele no dia a dia. Como esperar, magicamente, que ele descubra que eu estou interessada?

Nesses momentos chovem imensos conselhos. Nessas horas, lembro-me de um velho ditado, se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia! “Menina, chama ele para sair! Porém, não fique muito na vista porque senão você vai ficar parecendo uma oferecida!”. “Aparece no serviço dele!” - eu não sei aonde ele trabalha. “Cutuca ele no facebook!” - hein?. “O negócio é demonstrar que está interessada mas sem pegar no pé dele para não parecer muito safada” - hein? De novo. Juro, morro e não entendo como essa sociedade funciona. Eu apenas estou interessada, a fim. Não sei se quero ser apenas safada, ou se quero algo mais lúdico. Por que eu tenho que decidir isso agora? Por que como eu me comporto agora tem que ditar as minhas futuras intenções com o dito rapaz?

Nos tempos das cavernas, como será que funcionava? Para os homens, teoricamente deveria ser mais simples. Bastava acertar a moça com o tacape e arrastá-la pelos cabelos até a sua bela e confortável caverna. Porém e se a moça estivesse interessada, como funcionava? Deveria ela cair de cabeça no tacape? Assim o rapaz estaria moralmente obrigado a tomar a moça por esposa? Cá estou eu, cheia de dúvidas e pensando em comprar cerveja.

29 de set. de 2012

Love



Aqui ainda meio dolorido. 
Um vislumbre de um amor antigo. 
Amor desbotado e descolorido, 
fotografia velha guardada em cima do armário.
 Ainda é parte, apesar de estar à parte. 
Do desapego, da dor da partida
e do para sempre.

13 de nov. de 2011

Brega, romântica e talvez estagnada


Te escrever agora, nesta altura do campeonato, vai contra todo bom senso existente no mundo. Virtude essa que não tenho exercitado muito ultimamente. Simplesmente detesto o fato de sentir saudades quando não deveria. Todas as minhas habilidades românticas estão emperradas e tenho quase certeza que isso é culpa sua. Sei que se pedisse para ficar mais você não ficaria, por isso que nunca pedi. Não iria adiantar de nada, mas estupidamente, me culpo por nao ter pedido, implorado. Então me apego firmemente a idéia que é amor demais para deixar ir, é amor demais para deixar livre, mas você nunca voltou... o que pensar? Que não era você meu princípe de conto de fadas? Imensas mágoas me invadiram, você me esqueceu muito rapidamente, como rascunho ruim que eu jogo fora porque nem tenho idéia de como o melhorar.

Isso tudo aqui não passa de devaneios entre momentos de trabalho, entre folhas de contas para pagar, entre o inferno cotidiano. Simplesmente porque não mais amei. Não sei como é meu amor por você ainda. As vezes acho que amo demais, que não te superei ainda. As vezes acho que amo apenas o que eu vivi contigo e disto morro de saudades. Se o meu peito fosse uma vasilha com água parada, seria um foco de dengue. Como pode notar, minhas metáforas evoluiram profundamente.

Meteoros da paixão acertam pessoas aleatoriamente e a todo momento... menos a mim. 
Que eu queime a minha língua e que hoje apenas seja um dia ruim.

3 de set. de 2011


Eu sou altamente egoísta e egocêntrica. Não me agrada ter que pensar na morte como um processo natural no qual basta estar vivo para participar. Depois de ser eterno, o amor expresso, dentro do momento, dentro da lembrança, desaparecer e deixar buracos em peitos alheios, não parece certo. Não parece natural. É dor, é mágoa, é raiva, um descaminho, um descontrole.  A morte é uma bruaca invejosa da vida. Por mais que tente assimilar a vida, não consegue. Dentro do ciclo biológico na natureza, ela finaliza tudo e acontece um novo começo, uma vida dentro da vida. A morte, por mais que se esforce, ela faz parte da vida, e não é o fim da vida. 

19 de jul. de 2011


Dos amores que não tive, você é o que me traz mais mágoa. Pelos sonhos que foram construídos e destruídos. O vazio que ficou dessa falta de sonhos ainda permanece, de certa forma: campo ainda infértil. Poucas sementes tem chance de sobreviver aqui, talvez pela falta de adubo ou pela selvageria local. Não foi resultado de maus cuidados, foi erva daninha, traiçoeira, que limpou o caminho e tudo retornou a um estado primordial, selvagem, duro, árido. Dos amores que não tive, muita coisa não aconteceu. Perdidos entre hipóteses, medo e imensos receios. 

Dos amores que não tive, restou muita liberdade, e um local díficil de alguém entrar.

15 de jul. de 2011



É proibido estacionar!
Então, por favor, não provoque.
Estais sujeito a reboque!

18 de jun. de 2011

Descoberta



Hoje eu fiz uma descoberta muito importante sobre mim. Eu não tenho canais lacrimais. Eu tenho duas torneiras sob os olhos.

4 de jun. de 2011

Confissões

A primeira vez que você apareceu na minha vida, você me tirou o chão, a ar, o rebolar, o raciocínio. A história foi se desenvolvendo dentro de todos os clichês românticos possíveis. De repente, você se foi. Doeu demais. Chorei até as lágrimas secarem. Deixei muita gente preocupada. Quando eu contava a história, as pessoas se assustavam, falavam mas não rolou nada além disso? Ainda bem, né. Melhor assim, antes que você ficasse mais envolvida.  Melhor uma pequena amputação que um  membro necrosado, fato.  A parte do não rolou nada além disso me revoltou um bocado. Como se só com sexo as pessoas ficassem envolvidas. Apesar de você ser "loiro do olho azul", eu gostei de você de graça  (existem teorias sobre feromônios e Complexo MHC que talvez expliquem isso) e olha que nem precisou me dar orgasmos múltiplos. 

Acho que o não rolou nada além disso  me incomodou mais do que eu havia previsto. É como se a história não fosse digna dos sentimentos que eu tinha, simplesmente por ser curta e não ter acontecido o sexo. De certa forma, tudo tem um lado positivo, percebi que eu ainda podia sentir, sentir muito e desesperadamente.  Não é uma pedra palpitante que eu tenho no peito, não sou fria. Isso se não atentarem para os detalhes de meus pés e mãos sempre estarem gelados. 

Agora você volta, meio sem querer querendo, e ganha o espaço que já era o seu, mas gato escaldado tem medo de água fria. Assim que descobri o quanto certos comentários tinham me incomodado, no dia seguinte, após ter jogado você na minha cama, com toda lascívia e devassidão que eu não sabia que eu tinha.

Eu ainda não acredito que você vá permanecer, embora eu queira. Ainda não acredito no que você me fala da sua vida, ainda preciso de provas. Já provei você, agora quero provas.

3 de jun. de 2011

Murros em pontas de faca


Diz o ditado que a esperança é a última que morre. Com base nisso poderia-se supor que a esperança é algo esperto, safo, como se diz no popular, algo forte, resistente, que sobrevive a quase tudo, pois se é a última que morre em algum momento ela teria que morrer. Acho que a minha esperança não é exatamente algo bom. Acho que é teimosia. Um-não-querer-acreditar em certas coisas, não querer ouvir conselhos, simplesmente acreditar. Ter fé e teimar constantemente parece algo inerente em mim. Por mais que a razão grite, por mais que a razão implore, tem essa parte, essa voz, que parece nunca se calar, que teima em existir em mim. Para o meu grande azar, é parte integrante da minha essência. Teimar. Teimosia quase nunca é algo positivo. Os otimistas podem dizer: "Ah, é que você é persistente em seus ideais". Persistente até o raio me partir na puta que pariu. Tem certas lições dessa vida que eu nunca aprendi. Acho que nem nunca vou aprender.

2 de jun. de 2011

Azul

Queria que chegasse logo o dia, de poder mirar no azul do teu olho assim como busco no azul do céu o teu olhar.  Queria logo o dia, que sem subterfúgios teus, as coisas simplesmente acontecessem, como costumava ser. O meu refúgio é feito com os teus braços, meu travesseiro com o teu peito, tua respiração, a minha, a nossa. A cama está vazia e fria, será que você não vê???

30 de mai. de 2011

Desabafo


Deve existir algum plano divino superior contra a minha dieta. Será que os deuses me querem assim?? Rechonchuda??? Estou me comportando, evitando doces, inclusive contato visual com os mesmos, e estou na TPM, ganho uma caixa de chocolate! Próximo final de semana, tem festa, comemoração. Quando eu não estou de dieta, eu não ganho chocolate, não existem tantas comemorações assim, bota-foras, aniversários. Qualé??? Ah, não é apenas lei de Murphy. São muitas calorias para ser apenas essa maldita lei.

Li em algum lugar que para emagrecer 1 kilo é necessário economizar cinco mil calorias. Eu me esforço para economizar minhas 600 calorias diárias e quando eu penso que tudo que eu fiz na semana pode ir embora em um dia, é terrível. Ainda assim, na TPM alguém me dá chocolate. Eu nem tava lembrando de chocolate. Estava meio chorosa sim, tá, muito chorona, mas realmente nem lembrava do consolo do chocolate até o mesmo cair no meu colo! MALDITOOOOOOOO

Quando eu resolvo fazer dieta, eu evito comentar, porque sempre tem aquela gentinha falsa que diz: "Mas você não precisa emagrecer..." Eu respiro e respondo: ah, eu quero. Porra, claro que eu não preciso, eu não tenho obesidade, sou rechonchuda, sedentária, e meio deprimida, quando eu penso no meu corpo de 2 anos atrás, magro, saudável e bonito. Agora eu tenho que me tratar de enxaqueca, de tumor beningno, de infecção renal. Quando eu era magra eu não tinha nada disso. Até imagino o que os céticos que dizem que não preciso emagrecer diriam: ah, mas isso é concidência, agora você está num período mais estressante da sua vida, e blá blá blá blá.  Estar infeliz com o meu corpo é um grande fator de estresse e quero eliminar o estresse que eu puder. Comecei a fazer dieta, caminhada, apesar da TPM estar aqui, eu não tive enxaqueca, como eu costumava ter. Eu estou tentando ser saudável, e aparentemente isso está me ajudando, então, cadê o botão de desligar tentações???

Eu estava quase na casa dos 90kgs, agora estou perto de sair da maldita casa dos 80, por que eu tenho que ganhar chocolate e me entregar a ele?? Dança hormonal dos sete infernos. 

Eu não vou desistir, maldito chocolate!

4 de mai. de 2011

Monólogo



Oi, caro Estranho. Não sei quem mais se perdeu nessa vida, se foi você ou se foi eu. Na ausência, no silêncio, nas horas de espera tórridas. Não sei qual a minha culpa apesar de ter tentado apontar a sua. Não sei qual a sua história, apesar de delirar mil versões dela. Ah, caro Estranho, não sei o que lhe dá medo, ou o melhor jeito de apaziguar a sua fome, mas sei do que há em mim que tem o seu nome.

Ai meu querido Estranho, são tantos sonhos e pesadelos. Tanto vazio e tanto desejo. As lacunas as vezes nem mais importam, apesar da verdade sempre vir a tona, e, à toa, continuo a tentar e tentar entender: as lacunas, o vazio, a ausência. As vontades de você são tantas que escorrem e evaporam em perfume e a fome permanece.

A fome que eu tenho sabe muito bem ser cruel. A fome que eu tenho sabe aonde doer, onde enloquecer e quando não-sumir. Tudo porque a paixão fora desperta, e a muito não alimentada.

28 de abr. de 2011


É possível morrer de tanto sentir e não ter nada?
Agora, ao invés de varar a madrugada
Vou pedir socorro para Morfeu
então é adeus!!

2 de mar. de 2011

Alcoolismo-sóbrio da madrugada.

Você pode até achar que estou a mentir, mas saiba que não estou. 

Não estou apaixonada por você, não faço projeções sentimentais sobre o nosso futuro. O que eu sinto é mais simples, é visceral, é urgência. Também não pode ser resumido a puro sexo, pois se assim fosse, mais fácil ter outros, ou até mesmo um vibrador, do que ter você.

Você não me assombra pensamentos do dia a dia, assombra memórias e as vezes causa ilusões sinestésicas. Você é desafio, físico, mental, moral, e amoral. Ser alguém melhor e te dar o meu pior. 
Não faz sentido.
Assim como não faz sentido tentar dar bom dia para seu jornalista predileto na rádio.



Constatação: me ferrei duplamente.

Boa noite?

27 de fev. de 2011



Voltei a ouvir música,
A ler poesia.
Porque tem horas que a vida aperta
e tem horas que alivia.

24 de jan. de 2011

Novidades



É incrível como a simplicidade de certos momentos é mais marcante que eventos luxosos.  Acho estranho pensar que um dia já fomos estranhos. Sei que para estar junto não precisa estar perto, mas estar perto é tão bom que que estar juntos ganha novos sentidos, novas dimensões.

Os locais feitos para guardar fotos não deveriam ter o nome de porta retratos e sim de porta-histórias. A imagem pode valer mais do que mil palavras, mas ao ver certas fotos, sei que estão imortalizadas muito mais do que mil palavras.  

15 de dez. de 2010

Acho curioso que quando eu finalmente começo a acreditar em algo bom, acreditar em um sonho bonito, eu me sinta tão desesperadamente vulnerável. 

A minha força na fé..... Que força? Que fé?? Meu herói não morreu de overdose, morreu de cancêr. Assim se aumentou o medo de viver ou seria de desfrutar da vida?  

Sobre viver, acho que resolvi parar de pensar a respeito. As vezes ignoro meu próprio-auto-conselho e me pego a pensar na vida... mas agora não posso mais... resolvi acreditar, não pensar e ter fé. 

Falta quanto para eu estar arrebentada de novo??

Ou finalmente vai dar certo??

18 de nov. de 2010

Carta de Ressurreição.

*Cuidado!! Escrevi com o coração na ponta dos dedos.

Quando você resolveu que queria me deixar, eu vi nos teus olhos a clareza da sua decisão. A sua determinação em se separar de mim, apenas me deixar escolher o caminho que mais me aprazia era evidente. Eu te odiei, dentro de todo egoísmo e dor que eu pudesse ter, te odiei. Todo amor que eu tenho, ou tinha, não me deixaram tentar te segurar. Se eu tivesse tentado te segurar, não teria sido amor, teria outro nome: desespero. 

Sofri, não muito silenciosamente, um luto de alguns dias. Uma auto-flagelação no pensar que você estava bem mais feliz sem mim. Facadas no orgulho. Depois de um tempo, passei a chorar calada. Ainda permaneço chorando calada. Certas coisas não tem fim. Como te prometi numa noite apaixonada (ah, não quero soar clichê, mas realmente me lembro) que te amaria pra sempre. Amarei você para sempre, mesmo não pensando mais em juntos e felizes para sempre, quero que você seja feliz para sempre. 

Eu quero muito ser feliz. Passei a ter medo de ser feliz. Medo absurdo. Eu quero a liberdade do tentar e errar. Eu quero a paz e a fome. Quero voltar a ter o direito de sonhar, voar. Vivo com medo. Medo de errar, de machucar alguém. Eu preciso de dar um pé-de-cabra emocional para alguém passar da superficialidade de alguns primeiros encontros. 

Eu quero um novo grande amor. Acho que eu tenho medo de deixar meu amor por você pequeno, mas, existe amor pequeno?? 

24 de set. de 2010

Carta.



Oi,

Sinto saudades de falar e ser ouvida, por isso escrevo.

Nessas minhas divagações sobre "mim mesma" e sobre a vida, minha vida, fiquei surpresa ao ver quão cretina eu possa vir a ser, e sou. Coisas que fiz, que com meio raciocínio, não me imaginaria fazendo. Nessas coisas de vida, verdade, poesia e sonhar acordada, por mais comedida que eu tente ser, sou demasiadamente impulsiva. Meus impulsos são meio auto-destrutivos. Serei eu uma auto-sado-masoquista?

Se é fazendo merda que se abuba a vida, quando é tempo de se semear? De se colher?? Se você tentar adubar enquanto as plantas crescem, elas podem morrer intoxicadas e você perde a colheita.

Você nunca se cansa de sonhar? Eu estou cansada de ser pertubada por tantos sonhos. Seja dormindo, seja acordada.


Beijo,
Heat

22 de ago. de 2010

Pavê Metafísico.



O povo mais antigo costumava associar poderes sobrenaturais a alguns objetos. Coisas de misticismo. Sempre eram objetos peculiares, porque a sensação de algo sobrenatural jamais haveria de ser algo banal. Coisas sobrenaturais são, por excelência, divinas e coisas que estão além do entender, se baseiam no sentir. Com o passar dos anos, a ciência esclarecendo as coisas, muito do misticismo e do sobrenatural foi desmistificado. Como se passou a entender, não provocava aquela sensação de algo divino, ou do capeta. Como diz a sabedoria do vodoo haitiano: "Só tem força aquilo que você acredita."

Depois da tarde de hoje, quase posso afirmar que tive um contato sobrenatural com o meu falecido pai através de um pavê. É pavê, mas pode comer... Piadinha genial né?? Meu pai era apaixonado por doces, chocolate nem tanto, mas pavê, pudim, doce de leite, doce de mamão... mas de todos os doces, o pavê tinha um encanto natural. É tanto que a minha mãe nao suporta a idéia de comer pavê. 

Eu comi, muito. Foram três porções desse doce. Eu comia meio que sem pensar, apenas sentia, degustava o doce, como se fosse uma homenagem póstuma ao meu pai, como se ao comer aquilo, eu ficasse mais perto dele. 

Meu pai era meio barrigudo. Eu ainda não sou barriguda. Tenho uma barriguinha. Sim, faço dieta, e hoje foi um desastre, mas o carinho e a homenagem ficam e são bem maiores que qualquer barriga que eu possa vir a ter, ou não.