Eu não quero ser rica. É fato, não é hipocrisia. Ser rico dá muito trabalho.
Obviamente quero ter alguns luxos materiais, mas a simplicidade, em geral, atrai-me mais que o ouro. Eu quero ter uma casa que me permita ter um cachorro. Um carro que não me deixe na mão. Ter como ir ao cinema, umas duas vezes por mês. Não sei se gostaria de ser sócia de um clube, não sou muito fã de sol, talvez para passear com algum filho que venha a nascer.
Eu quero um amor. Não algo como em filmes românticos-açucarados-depressivos. Quero alguém que segure na minha mão através da linha do tempo, não para me conduzir, para caminhar comigo, construir comigo. Alguém que trabalhe, que lute, para conseguir erguer o nosso castelo-cotidiano. Não quero um herói, não quero um príncipe... não sou princesa. Quero companheirismo, com pitadas de bom humor e algumas ironias... Não alguém que mate ou morra por amor, mas alguém que salve, salve do tédio, das idéias mornas, que faça o doce no amargo do cotidiano.
Se eu tiver filhos, darei muitos livros a eles. Sempre dou livros de presente, mas para meus filhos seria uma coisa toda nova, seria me re-introduzir no mundo da fantasia. Reviver histórias infantis com o assombro da novidade que meus filhos teriam... livros dentro de livros? Ou sonhos dentro de sonhos??
Agora me diga, o que você quer?