25 de nov. de 2011

Geni Pós-Moderna


Ela é imprestável, burra, incompetente. Não vamos bater porque é crime agredir alguém. Não vamos cuspir por ser anti-ético. Ainda não sabemos o que fazer com a estúpida Geni.  Ser polido e educado, convencional e sociável é o certo a ser feito. Pois somos um poço de bondade, toleramos sua incapacidade, maldita Geni!

Nada serve, nada adianta, certos males são incuráveis. Entretanto incompetência e ignorância são tratáveis, maldita Geni!

Quando cruza nossos caminhos, acontecem diversos erros e descaminhos, maldita Geni!

Felizes estamos porque vais embora, pena que não é agora, maldita Geni!



23 de nov. de 2011


DESGRAÇADA! Era a melhor maneira de descrever-la diziam alguns, outros preferiam adjetivos mais vulgares filha-da-puta. Na verdade puta é essa vida, ou talvez seja injustiça. Maré de azar?? Tenho sérias dúvidas. Estava vazia... cretina, sem emoções. Peito quebrado e guardado dentro de uma caixa de metal resistente. Colete a prova de maledicência existe? Vou inventar um e ficar rica, porque fofoqueiros existem em toda parte. Adoraria dizer que é inveja pura, mas não gosto da soberba. Na verdade é apenas um viciante hobby: diminuir pessoas para sentir-se maior. Malditos humanos! Estou cansada dos seus movimentos!

14 de nov. de 2011


Acham que sou vazia, que não vejo, que não sinto e, muito menos, que percebo. Saibam que sinto, que vejo... Um dia eu vou gritar tão alto que o vermelho do meu sangue vai estourar nos teus ouvidos e azedar em tuas línguas. 

Eu sei, sei mais do que esperam e acabo sendo mais do que pensam. Na mediocridade desses dias que correm, como se fossem protocolados, contagem regressiva para meu fim. Para minha liberdade, isso sim. Pois ao passo que não me enxergam, eu tudo vejo, eu sinto e guardo. Trabalho. Por mais que pensem que seja por inércia, estou chegando ao final. 

Sim, eu estou chegando. 

13 de nov. de 2011

Brega, romântica e talvez estagnada


Te escrever agora, nesta altura do campeonato, vai contra todo bom senso existente no mundo. Virtude essa que não tenho exercitado muito ultimamente. Simplesmente detesto o fato de sentir saudades quando não deveria. Todas as minhas habilidades românticas estão emperradas e tenho quase certeza que isso é culpa sua. Sei que se pedisse para ficar mais você não ficaria, por isso que nunca pedi. Não iria adiantar de nada, mas estupidamente, me culpo por nao ter pedido, implorado. Então me apego firmemente a idéia que é amor demais para deixar ir, é amor demais para deixar livre, mas você nunca voltou... o que pensar? Que não era você meu princípe de conto de fadas? Imensas mágoas me invadiram, você me esqueceu muito rapidamente, como rascunho ruim que eu jogo fora porque nem tenho idéia de como o melhorar.

Isso tudo aqui não passa de devaneios entre momentos de trabalho, entre folhas de contas para pagar, entre o inferno cotidiano. Simplesmente porque não mais amei. Não sei como é meu amor por você ainda. As vezes acho que amo demais, que não te superei ainda. As vezes acho que amo apenas o que eu vivi contigo e disto morro de saudades. Se o meu peito fosse uma vasilha com água parada, seria um foco de dengue. Como pode notar, minhas metáforas evoluiram profundamente.

Meteoros da paixão acertam pessoas aleatoriamente e a todo momento... menos a mim. 
Que eu queime a minha língua e que hoje apenas seja um dia ruim.

4 de nov. de 2011

A volta...

... em talvez nem tão grande estilo. 


Desajeitada para expressar
tudo o que desejava falar.
Acabava sempre calada
com a alma dobrada.

Ansiosa por um novo ar.
Acordada e a sonhar.
Mas novamente calada
e com a alma dobrada.