13 de ago. de 2013

Carta de Saudades

As coisas que se passam dentro do meu peito, e que você não sabe, são inúmeras. Entendo a distância física e mental num plano intelectual. Porém, imagino que o vazio que tudo isso me causa, a dor, a tristeza, também aconteçam com você. Tenho medo que a gente se perca em meio a tantas coisas, a tanta saudade. As palavras são poucas e a falta de calor é muita. 

Sei que você não quer intensidade, ao menos não agora. Que você não quer impulsos, ao menos não tão cedo. O que te falta são coisas que a muito tempo deixei de ter. Adubei a terra e estou deixando crescer tudo de novo em mim. Para que os frutos que procura, apareçam em minhas ramas. Morro de medo que não brotem a tempo. 

24 de jul. de 2013

Diálogos

- Querido! Você é tão fofo! Tão lindo!
*SMACK! Apertão! SMAAAACK!
- Aiii me deixa em paz! Quero jogar video-game!!!!
- Se eu fosse você aproveitava enquanto ainda tem alguma mulher querendo te agarraarrrrr! * ronronadas*
- Ratifuder!


--- E foi assim que ele dormiu no sofá!

Desgraça pouca é bobagem


Um jovem casal, meio duro de grana, mas super "duros" de desejo, foram procurar uma suíte de motel. Acharam um lugar, que cabia no preço e que poderia conter o desejo. Entraram no quarto, a cama era aparentemente limpa e não tinha ar-condicionado. Como o dia estava quente resolveram ligar o ventilador. 

O ventilador tinha muita poeira e muitos pernilongos (ou muriçocas, dependendo do estado), ela acabou tendo uma grave crise alérgica e a noite de amor acabou em um pronto socorro. 

FIM. 

22 de jul. de 2013

Amor de internet

Amor de internet é uma coisa assim, nem arte pós moderna o compreende, por ser tão demasiado abstrato. Assim, em um momento e um lugar não tão distantes, um jovem casal, sim jovem, porque na cyber era, trinta anos não te torna um balzaquiano, na maiorias das vezes ainda se é um adultoscente. Este casal em questão, era lindo, simplesmente não moravam de uma maneira que pudessem se ver diariamente.

Encontraram refúgio na webcam. Peça de roupa vai, peça de roupa vem, pois como moram em casas de família, privacidade é algo raro, ai o que faz o vai e vem quase sempre são as roupas. Ela, sempre com hormônios e desejos demais (seriam os frangos super bombados? comentavam algumas tias que sempre queriam torná-la adepta da comida mais natural) e num destes encontros fortuidos, numa simulação de uma bulinada a ser transmitida pelo cyber-espaço, sob forte influencia da prolactina e ocitocinas (se não sabe, google them), sai uma gota de leite pelo peito dela. Ele pergunta o que era aquilo, ela responde leite, ele retruca como?  Ela responde: Estou grávida. Ele chora. Ela continua: não adianta chorar sob o leite derramado. 

15 de jul. de 2013

Love love love

As vezes eu acho que você não sabe, não entende: a preciosidade do seu sorriso, a riqueza do seu toque, e a delícia dos seus lábios. Cada fibra do meu ser sempre anseia pelo reencontro. A cada momento de distância toda escuridão não me espanta, pois eu sei que a luz dos olhos meus com a luz dos olhos teus irão se encontrar (lará lará...).

Nos dias de promessa, pelas noites quentes, pelos sóis de verão, a cama, a colcha e o colchão. Por todo um novo mundo que irá surgir. Por todo resto da história, quero estar contigo.