27 de nov de 2010























*Para uma Morena querida.

Te abrigas no Reino das Palavras. Motivos?? Não creio que as entendas por completo. Talvez seja esse o charme delas sobre você. Toda magia está na promessa e nas cocégas que fazem em teus ouvidos. Promessas de sonhos. Não que você precise de sonhar mais, mas no Reino que você constroí, você é rainha, é plebéia. Você serve sonhos alheios em bandeijas para alimentar olhos e almas!

26 de nov de 2010

Eu bati o carro.
Tá, dentre mortos e feridos salvaram-se todos, exceto meu ego e meu bolso!! A culpa do acidente foi minha, tentei avisar um cara da porta aberta e não vi que o sinal fechou. Em quase 10 anos de carteira, foi a primeira vez que bati o carro. 

As pessoas falam: graças a Deus, dos males, o menor!! Deus não queria que eu batesse o carro, ué!! Por que Ele iria querer isso ?? As pessoas tentaram me consolar como se por não ter acontecido danos a nenhum ser vivo eu não pudesse ficar chateada, ficar triste. "Ninguém se machucou!!" 

Ainda bem que ninguém se machucou, mas eu quero que o meu direito de ficar chateada não seja usurpado!! =P

Eu estou muito triste, estou muito chateada. 
Gostaria que dissessem que sentem muito. 


25 de nov de 2010


De tanto querer, de tanto sonhar, certas coisas acontecem. Demora-se a perceber. Chegam sem fazer alarde, se desenvolvem lentamente, preenchem espaços. Medos, dúvidas... caminhos diversos, mas chega um dia, que se escolhe fechar os olhos e se deixar levar. O porque de se fechar os olhos talvez nunca venha a ser descoberto, mas conseguir tirar os pés do chão sempre é algo inédito.

18 de nov de 2010

Carta de Ressurreição.

*Cuidado!! Escrevi com o coração na ponta dos dedos.

Quando você resolveu que queria me deixar, eu vi nos teus olhos a clareza da sua decisão. A sua determinação em se separar de mim, apenas me deixar escolher o caminho que mais me aprazia era evidente. Eu te odiei, dentro de todo egoísmo e dor que eu pudesse ter, te odiei. Todo amor que eu tenho, ou tinha, não me deixaram tentar te segurar. Se eu tivesse tentado te segurar, não teria sido amor, teria outro nome: desespero. 

Sofri, não muito silenciosamente, um luto de alguns dias. Uma auto-flagelação no pensar que você estava bem mais feliz sem mim. Facadas no orgulho. Depois de um tempo, passei a chorar calada. Ainda permaneço chorando calada. Certas coisas não tem fim. Como te prometi numa noite apaixonada (ah, não quero soar clichê, mas realmente me lembro) que te amaria pra sempre. Amarei você para sempre, mesmo não pensando mais em juntos e felizes para sempre, quero que você seja feliz para sempre. 

Eu quero muito ser feliz. Passei a ter medo de ser feliz. Medo absurdo. Eu quero a liberdade do tentar e errar. Eu quero a paz e a fome. Quero voltar a ter o direito de sonhar, voar. Vivo com medo. Medo de errar, de machucar alguém. Eu preciso de dar um pé-de-cabra emocional para alguém passar da superficialidade de alguns primeiros encontros. 

Eu quero um novo grande amor. Acho que eu tenho medo de deixar meu amor por você pequeno, mas, existe amor pequeno??