30 de dez de 2012

Adeus


[...] Pensei muito em você, e nas razões de ter que dizer adeus.  Pois você é um verso inacabado que mal nasceu e morreu.

29 de dez de 2012

Nada




Nada, nada, nada, nada.
É a resposta a prece, e o vazio permanece. 
Do seu sorriso, nada.
seu cheiro, nada. 
Por que esses sintomas de saudade, 
quando nada adianta?

25 de dez de 2012



Eu queria morrer, assim, só um pouquinho. Não ter a obrigação de abrir os olhos. Poder descansar, finalmente. Eu queria só, um pouquinho, ter a sensação de paz, de que nada em mim está errado e girar com o mundo. Eu queria só, um pouquinho, não ter tanto medo de ficar só.  

26 de nov de 2012

Saudades




É do corpo.
É da alma.
Essa dor, essa saudade,
que não tem calma. 
Que tem pressa, 
urgência. 

De tudo que foi 
de tudo que será.
Do que eu tive 
e o do que eu não tive.
Apenas sonhei. 

É saudade....
Cretino!

18 de nov de 2012

Cansei de ser rosa



Eu não entendo muitas coisas, principalmente sobre o racismo. Apesar de eu ser branca, dentro dos padrões de classe média, com muitos anos de estudo, eu ainda não entendo. Eu, por exemplo, sou fascinada pela cor de pele morena e negra bem como por cabelos cacheados. Aos quatro anos de idade eu já pedia por cabelos cacheados. Na infância ficava horas de bobes e não ficavam cachos alguns. Eu tenho uma pele branca rosada que, por mais que eu pegue sol, o sol não me pega. Eu tenho insolações com uma facilidade admirável. Cansei de ser rosa, mas eu não tenho melanina ou opção.

13 de nov de 2012

Plural




O porque das razões serem parte, 
não importa. Simplesmente é arte. 
Assim, plural, amor e canibal. 

Para escutar. 



28 de out de 2012

Trois




Não é só um enlace, é um arrastam-me. 
O quarto
A cama:
A mesa
O banquete

Comemo-nos. Bebemo-nos. 

22 de out de 2012


E quando você tem raiva? Assim, uma raiva tão idiota que você fica com raiva de ter raiva. Uma raiva totalmente descabida. 

8 de out de 2012

Ditos e não ditos





Eu definitivamente não entendo como funciona esse processo de sedução, envolvimento e coisas. Como eu vou dar a entender a um cara que eu estou interessada nele? Ele não faz parte do meu círculo social real, eu não topo com ele no dia a dia. Como esperar, magicamente, que ele descubra que eu estou interessada?

Nesses momentos chovem imensos conselhos. Nessas horas, lembro-me de um velho ditado, se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia! “Menina, chama ele para sair! Porém, não fique muito na vista porque senão você vai ficar parecendo uma oferecida!”. “Aparece no serviço dele!” - eu não sei aonde ele trabalha. “Cutuca ele no facebook!” - hein?. “O negócio é demonstrar que está interessada mas sem pegar no pé dele para não parecer muito safada” - hein? De novo. Juro, morro e não entendo como essa sociedade funciona. Eu apenas estou interessada, a fim. Não sei se quero ser apenas safada, ou se quero algo mais lúdico. Por que eu tenho que decidir isso agora? Por que como eu me comporto agora tem que ditar as minhas futuras intenções com o dito rapaz?

Nos tempos das cavernas, como será que funcionava? Para os homens, teoricamente deveria ser mais simples. Bastava acertar a moça com o tacape e arrastá-la pelos cabelos até a sua bela e confortável caverna. Porém e se a moça estivesse interessada, como funcionava? Deveria ela cair de cabeça no tacape? Assim o rapaz estaria moralmente obrigado a tomar a moça por esposa? Cá estou eu, cheia de dúvidas e pensando em comprar cerveja.

29 de set de 2012

Love



Aqui ainda meio dolorido. 
Um vislumbre de um amor antigo. 
Amor desbotado e descolorido, 
fotografia velha guardada em cima do armário.
 Ainda é parte, apesar de estar à parte. 
Do desapego, da dor da partida
e do para sempre.

9 de set de 2012



Envelhecer é algo engraçado. Você espera que com os anos de experiência você não repita mais experiências ruins, como ter um amor estúpido não correspondido e ficar sofrendo por ele, bem como ter ressaca. Essas coisas, em teoria, são para principiantes da vida, não para pessoas como eu, essspertas, mas que tem um figado ruim e escrevem crônicas enquanto estão de ressaca (res-sa-ca e não dor de cotovelo, leiam e não tenham dúvidas). 


26 de ago de 2012

Confissões



Seria imensamente fácil me apaixonar por você. O seu sorriso de canto de boca, essa sua insegurança inabalável, esse seu cheiro pincelado de perfume que não sai da minha imaginação. Sim, admito, posso até já estar apaixonada, mas te adianto, eu não tenho raízes. O sangue cigano, que não tenho, apareceu e me possuiu feito demônio de alvorecer. Estou aonde estou e amanhã talvez não esteja. A minha casa é o meu coração. A paixão não é refúgio do coração, apenas a fome. Eu tenho um amplo e desperto apetite direcionado a você, mas você não é meu refúgio. Deitar na minha cama não é deitar na minha alma. Então preste atenção, saia enquanto ainda tem tempo. Saia antes, antes que eu te devore.

4 de ago de 2012

Platonismo II



Teu corpo é templo de pecado e o tempo está apropriado para tal ato. Na minha mente, está reto, ereto, belo, como poesia em movimento, canção. É tão viva essa imagem na minha mente, que fecho os olhos, sinto cheiros e se esperar um pouco, corro risco de virar lembrança. 

Nessa mistura de ímpetos, desejos e hesitações, vou curtindo meu mundo perfeito sem riscos, porque sou boba.

3 de ago de 2012



Eu fiz uma progressiva nos cabelos, simplesmente para dar uma mudada no visual. Hoje, no caminho para uma consulta, lembrei de uma coluna que li, acho que foi em alguma revista feminina, que quando a mulher faz escova, parece que recebe uma injeção de ferormônios. Talvez fosse porque se sentisse mais bonita e confiante, devido ao novo visual, mas não. Cabelo liso é definitivamente uma preferência masculina. Sabiam?   Com alguns minutinhos no Google (o novo pai dos burros e desinformados), achei diversos links, como esse demonstrando a clara preferência.

Desde antes eu ter uma clara consciência feminina. Isto é, antes de eu ter níveis de estrogênio circulantes dignos de nota, eu já era apaixonada por cabelo cacheado. Meu cabelo é um liso revoltado, isso é, ele fica armado, indefinido, não fica cacheado, sequer ondulado. Fica semelhante aos cabelos cacheados tentando sair da escova tradicional, quando começam a ganhar volume e se armar.

Só sei que no momento da sessão tortura eu já estava arrependida.
Apesar dos maior número de olhares, eu já estou saudosa das minhas quase ondas.


29 de jul de 2012

Platonismo infeliz e forçado.


Devaneei loucamente, teu corpo dentro da minha mente. Uma coleção de pecados imaginários. 

11 de jul de 2012


Eu amaria, se meu coração não fosse meio estragado. É, ele é assim, meio esquisito. Bate meio errado,  de vez em quando descompassado, como se uma tristeza irreal estivesse dentro dele. Tem uma vida toda a parte e ainda quer mandar em toda a minha vida. Escolhe meus pensamentos, planta desejos cretinos nos recôncavos da minha mente. É um burro, tolo, metido a imortal. Não aprende com os próprios erros, sempre no final, quem sofre sou eu. 

As lágrimas, minhas lágrimas, que correm soltas, sempre a cada desventura dele. Ser amargo é coisa de fase, como ficar de tpm, mas não acontece todo mês. Talvez devesse durar mais, eu seria poupada. Eu não amo, porque meu coração é bobo e não me obedece nunca. 

25 de jun de 2012

Curta-Metragem


Descobri-me com medo de verbos no infinitivo. Essa vastidão infinita me aterroriza, pois desse modo tudo é possível e nada é concreto. Deveria dar um deslumbramento, essa coisa meio loteria, que você pode ir para qualquer lugar a qualquer hora: o infinito infinitivo. 

Confesso que acho que quero o definitivo, e que essa prosa poética não tem rimas que prestam. 

18 de jun de 2012

Sem título


Amor
desamor
que nada passa
que repassa
sonhos 
jogados na gaveta
da 
co
mo
da

que incomoda
ainda. 

9 de jun de 2012

Grinch no dia dos namorados.



Descobri-me invejosa de amores alheios. Essa doença que se manifesta com vigor nessa época colorida do ano, aqui não tem passado de uma virose rápida. A última vez das tais borboletas no estômago era um sintoma de intoxicação alimentar. Queria a febre, os calafrios, as borboletas e todo pacote completo, tradicional ou não. 

Particularmente, sou cética pra caralho  em diversos assuntos e tenho me esquivado das flechas tortas e cheias de tétano que o filho da puta do cupido tem me atirado com uma habilidade digna de me fazer integrante do elenco de Matrix. Na última vez que sai, um cara me abordou, perguntando a minha profissão e acertando, pensei: "Esse cara me conhece e está a tirar uma com a minha cara." Continuo conversando com o cidadão, ele é meio estranho, sabe não rolou atração da minha parte e o cinto dele estava mal afivelado, tipo, apontando para frente, felizmente não era para mim. Ele adota uma postura educado-simpática, insiste em me pagar uma cerveja e depois de alguma conversa aceito um refrigerante. Eis que então ele começa a ficar grudento, esquisito, me puxando pela cintura, esquivo me e pergunto: "Qual o seu nome mesmo?" A resposta: "É Ricardo. Para você não esquecer jamais, Ricardão! [coloque aqui uma onomatopeia de sua preferência representando um som parecido com um ronronar]".

Sr. Cupido, é demais querer uma flecha reta, sem esporos 

24 de mai de 2012

SMS



Tem muitas coisas que eu gostaria de te dizer. Andei a ler romances e poesias para ver se podia pegar algo emprestado que conseguisse exprimir a confusão que tem aqui dentro. É um caleidoscópio que vibra ao som de uma mera expectativa, ou talvez alguns sonhos violentos corrompendo os meus pensamentos. 

É tão intenso e tão incerto que me consolo com rimas fracas, pois tudo ainda é talvez. 
Enquanto isso meu coração vai batendo, ora sim, ora não, ritmando os sonhos que germinam dentro.

1 de mai de 2012


É tempo de revolução. Ter forças. Enfrentar a nova fase da vida que está se abrindo para mim.


Por que fico apenas pensando em como é seguro debaixo do meu edredom?

Breguices....


23 de abr de 2012

Saudades



Queria tanto ter asas. Não precisavam ser grandes, as distancias que quero cobrir apesar de longas, não são eternas. Certa vez li que longe é um lugar que não existe, mas padeço de inúmeras ausências... 
Se não existe, por que dói tanto? 

3 de abr de 2012

Paródia da música OUTRA VEZ de Roberto Carlos


Você é
O mais antigo dos meus casos
De todos os abraços
O que eu sempre me lembro

Você é
Dos amores que eu tive
o mais distante e talvez mais constante

Você foi...
um dos meus melhores erros
A estranha história
Que por acaso aconteceu

E é por essas e outras
Que a minha saudade
não me deixa esquecer

Você foi...
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
que as vezes me acontece

Você é
O caso mais antigo
e um amigo
Que me apareceu


31 de mar de 2012

Contrastes.


Acho que gosto de você mais do que deveria. Agora tem demônios aqui, dentro do meu coração. Alguns dizem que sim, outros dizem que não, porém nenhum diz talvez. Deve se tratar de arte abstrata, os preâmbulos, as preces, as vontades. De tudo e mais um pouco, dias coloridos que já foram e foram poucos, da saudade do que não existe e uma infinita vontade de ser. Contrastes.  

26 de mar de 2012



A paz que eu sinto, quando meu corpo estava junto do seu, é tão insensata e absurda e ao mesmo tempo tão correta e pura!

21 de mar de 2012

Pensamentos

Com pensamentos e poucas palavras, te despi. Mentalmente, peça a peça. Depois, contornei teu corpo com a ponta dos dedos e a língua. Não que essa reverência toda se faça necessária, mas é que nas minhas fantasias você está tão presente que já sei cada linha tua de cor.  

[...]

A minha pele se arrepia com o seu toque, porque o prazer-veludo do amor é caro e cada verso raro, fica esse desejo perdido no ar, que com muita força eu tento respirar. 

2 de mar de 2012


Como que aqui não cabe nada e tem tantos espaços vazios?

1 de mar de 2012


Poste em homenagem ao meu amigo, Cretino


(...) O desejo corria ardente por minhas veias, como se houvesse fogo no lugar de sangue. Num suspiro profundo senti o seu cheiro, e entre suas pernas, parti-a ao meio, com a língua tão afiada quanto a espada de um samurai. O Cretino, pg. 136.

28 de fev de 2012

Cadê o bilhete de resgate?


Duendes roubaram meus óculos. É sério. Ontem quando fui dormir, lembro-me de o colocar junto ao celular, como faço todos os dias, hoje, sem mais nem menos, sequer um bilhete de resgate, sumiram. Ainda não sei o que alguém haveria de querer com os meus óculos. 

Olhei debaixo de todas as camas, poltronas, armários. Verifiquei duas vezes todas as prateleiras. Retirei do guarda roupa todas as roupas e as dobrei. Então, mamãe, perder os óculos tem o incrível poder de me fazer arrumar o armário.  

Esse apetrecho que corrige a visão é uma peça, que apesar de exposta, é extremamente íntima. Essa coisa de ampliar a sua visão é de uma intimidade tremenda, pois quantas pessoas conseguem ter uma influencia tão grande na vida de alguém? 

Na ausência do seu óculos, o que um míope faz? Vai comprar outro. Em função da urgência, procura óticas que alegam ter entrega rápida. Cheia de ansiedade experimentei modelos diversos até que escolhi um. Acontece que azar é que nem mulher indo ao banheiro, dificilmente acontece sem ter companhia... claro que a ótica que faz propaganda de entregar o óculos em UMA HORA não entrega. Demorei 5 horas para receber o maldito óculos.  Em função da minha loooonga e nada silenciosa espera ganhei o ultra-mega-fantástico fluido de limpar lentes de óculos. Pensei em diversas formas mais interessantes de usar o fluido, mas ir para cadeia não está em meus planos atuais.
Eu sinto falta dos meus óculos. A dor de cabeça está passando com esses novos. 
Que, infelizmente, eu odeio!!


PS. se algum duende ler, eu pago resgate pelos meus óculos. não tenho moeda de ouro alguma, mas estou muito aberta a negociações!
*Vick Cristina Barcelona

Porque não só se pão vive o homem e nem a mulher.
Falta a carne,
e a cerveja. 

SMS safado I


Eu quero falar com o falo.
Uma linguagem
na qual a minha boca escuta
o que os sentidos gritam.

24 de fev de 2012

de cor

Sinto falta de poesia e de cor.
Desbotada e sem rima
Esquecendo dos versos 
que sabia de cor. 

12 de jan de 2012

Depilação


Hoje, como muitas mulheres, fui ao salão  centro de estética, para depilar. Tortura com cera quente, claro. Agonia da pinça estava lá presente também, bem como as falsas promessas da esteticista que sempre dizia que já estava acabando, para ter paciência, que para ficar bonita exige sofrimento. Frente a esses comentários, sempre me calo. Contra-argumentar como? Afinal, eu que paguei para estar ali!

Após o choro e o ranger de dentes Fiquei pensando quando saí, que este procedimento estético é uma grande ironia da moderna cultura sobre a evolução humana. É uma zoação com os milhares de anos de evolução que resultou nessa coisa que somos. 

Quando atingimos esse status Homo sapiens sapiens, o que tinha nos nossos corpos, que ainda tem, mas são retirados, dolorosamente e periodicamente. Na Idade da Pedra, esses pentelhos eram vantajosos. Pense. Como viviam nossos antepassados? O que tinham era uma vasta barreira preventiva, que atualmente é uma barreira nojenta.  Naturistas sabem disso, tanto q não costumam ser super ultra depiladinhos... bom ao menos é o que eu vi em uma reportagem...

Esta barreira não era uma proteção perfeita, claro, mas ajudava bastante. Proteção física. Roupas são a proteção física. Alvo: moda, preconceito, dinheiro... 

A modernidade e suas sacadas.
Tudo isso mais uma etapa da evolução?

Bom, mulheres que não tem tanta necessidade deste recurso estético doloroso devem evoluir mais rapidamente. Como? Economizando... a cada dia esses centros de tortura drive-in ficam mais caros.

9 de jan de 2012


Estou cansada dessa necessidade de amar, de ter... ser. Tem algumas coisas quebradas em mim e a saúde já não é mais a mesma, apesar de não ter tanta idade. A vida está passando e vou indo, sozinha, dentro de um gerúndio eterno. Porque o ter é maior que o ser, e ainda nem sei quem sou. 

Negação


Não sei.
Não sou.
Não quero.

Nada normal

6 de jan de 2012

Música chiclete que não sai da cabeça

Nem to apaixonada, sério! Acontece que estou cantarolando o dia inteiro.

Socorro?

1 de jan de 2012

Arrotos de ano novo.


Amor antigo é igual a um grande e delicioso jantar. Depois de tempo após o jantar, você fica lembrando do que comeu. Por mais que você tenha saboreado cada garfada, a sensação que você têm a cada momento que o jantar é lembrado já não é mais tão agradável.