29 de dez de 2010



Vagarosamente, vou colocando em ordem as pedras do meu castelo. Erros e acertos, tudo parte, apesar de eu tanto querer deixar algumas coisas à parte. 

20 de dez de 2010

Sonhar























Dolorosamente acontece de ficarmos nús, sem sonhos para esconder as nossas vergonhas.  É o fundo do poço, é hora de erguer a cabeça para ver a luz lá no alto. Com essa luz a esperança volta, alguns sonhos são escolhidos para nos vestir, assim até termos asas. 

Assim se volta a voar. 

15 de dez de 2010

Acho curioso que quando eu finalmente começo a acreditar em algo bom, acreditar em um sonho bonito, eu me sinta tão desesperadamente vulnerável. 

A minha força na fé..... Que força? Que fé?? Meu herói não morreu de overdose, morreu de cancêr. Assim se aumentou o medo de viver ou seria de desfrutar da vida?  

Sobre viver, acho que resolvi parar de pensar a respeito. As vezes ignoro meu próprio-auto-conselho e me pego a pensar na vida... mas agora não posso mais... resolvi acreditar, não pensar e ter fé. 

Falta quanto para eu estar arrebentada de novo??

Ou finalmente vai dar certo??

14 de dez de 2010

O que eu quero.



Eu não quero ser rica. É fato, não é hipocrisia. Ser rico dá muito trabalho. 

Obviamente quero ter alguns luxos materiais, mas a simplicidade, em geral, atrai-me mais que o ouro. Eu quero ter uma casa que me permita ter um cachorro. Um carro que não me deixe na mão.  Ter como ir ao cinema, umas duas vezes por mês. Não sei se gostaria de ser sócia de um clube, não sou muito fã de sol, talvez para passear com algum filho que venha a nascer. 

Eu quero um amor. Não algo como em filmes românticos-açucarados-depressivos. Quero alguém que segure na minha mão através da linha do tempo, não para me conduzir, para caminhar comigo, construir comigo. Alguém que trabalhe, que lute, para conseguir erguer o nosso castelo-cotidiano. Não quero um herói, não quero um príncipe... não sou princesa. Quero companheirismo, com pitadas de bom humor e algumas ironias... Não alguém que mate ou morra por amor, mas alguém que salve, salve do tédio, das idéias mornas, que faça o doce no amargo do cotidiano. 

Se eu tiver filhos, darei muitos livros a eles. Sempre dou livros de presente, mas para meus filhos seria uma coisa toda nova, seria me re-introduzir no mundo da fantasia. Reviver histórias infantis com o assombro da novidade que meus filhos teriam... livros dentro de livros? Ou sonhos dentro de sonhos?? 

Agora me diga, o que você quer?