3 de jun de 2011

Murros em pontas de faca


Diz o ditado que a esperança é a última que morre. Com base nisso poderia-se supor que a esperança é algo esperto, safo, como se diz no popular, algo forte, resistente, que sobrevive a quase tudo, pois se é a última que morre em algum momento ela teria que morrer. Acho que a minha esperança não é exatamente algo bom. Acho que é teimosia. Um-não-querer-acreditar em certas coisas, não querer ouvir conselhos, simplesmente acreditar. Ter fé e teimar constantemente parece algo inerente em mim. Por mais que a razão grite, por mais que a razão implore, tem essa parte, essa voz, que parece nunca se calar, que teima em existir em mim. Para o meu grande azar, é parte integrante da minha essência. Teimar. Teimosia quase nunca é algo positivo. Os otimistas podem dizer: "Ah, é que você é persistente em seus ideais". Persistente até o raio me partir na puta que pariu. Tem certas lições dessa vida que eu nunca aprendi. Acho que nem nunca vou aprender.

2 comentários:

  1. não se cobre pelo que não aprendeu ou não aprenderá. essa coisa de sentimentos é um não-dizer, sente-se e basta nisso. porque sentimento é coisa do coração e ele tem vida própria. nossa esperança mora nele e por mais que não queiramos ou não admitamos, ele espera!


    um bj meu.

    amei o novo visu! =)

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  2. Já ouvi dizer que na verdade ela é a primeira a nos deixar. Assim como já me disseram que deixá-la é o mais natural, sendo que nesse sentido, devemos desnaturalizá-la. Vai saber...

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