1 de ago de 2011

Para Poucas

*Trecho de uma carta de Clarice Lispector a amiga Olga.
Nunca pareceu-me tão verdadeiro.

Eu achei, sim,  uma nova amiga. Mas você sai perdendo. Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade eu não sei o que fazer comigo. Sou uma pessoa muito medrosa. Tenho problemas reais gravíssimos que depois lhe contarei. E, outros problemas, esses de personalidade. Você me quer como amiga mesmo assim? Se quer, não me diga que eu não te avisei. Não tenho qualidades, só fragilidades. Mas as vezes tenho esperança. A passagem da vida para a morte me assusta: é igual como passar do ódio, que tem um objetivo e é limitado, para o amor, que é ilimitado. Quando eu morrer (modo de dizer) espero que você esteja perto.

3 comentários:

  1. Faltou dizer: Sou impulsiva.
    Há aqueles que dizem que nos tornamos amigos daqueles que se parecem conosco, outros dizem que nos aproximamos dos que possuem caracterísitcas diferentes, pois possuem o que queremos. Eu, nada digo, na amizade isso pouco importa.

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  2. Back...e como está a recuperação?

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  3. me mande notícias. e-mail, carta, sinal de fumaça, telegrama.


    tô com saudade.
    pronto, falei!

    beijo, morena (:

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